Orto Questões

Questão de Amputações e próteses (TARO 2021)

Conceitos básicosAmputações e prótesesTARO 2021

Nas amputações em crianças, o sobrecrescimento do coto ósseo é mais frequente no

  1. fêmur e melhor tratado com epifisiodese.
  2. úmero e melhor tratado com epifisiodese.
  3. fêmur e melhor tratado com enxerto osteocondral.
  4. úmero e melhor tratado com enxerto osteocondral.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: D · úmero e melhor tratado com enxerto osteocondral.

Conceito-chave

Quando uma criança sofre uma amputação que corta o osso no meio da diáfise (amputação transdiafisária), pode aparecer uma complicação que só existe na criança: o sobrecrescimento terminal do coto.

O nome engana. Esse crescimento não vem da placa de crescimento (fise). Ele acontece na própria ponta cortada do osso, que vai depositando osso novo por fora, por aposição, como uma espícula pontuda. Com o tempo, essa ponta cresce mais que os tecidos moles ao redor e pode furar a pele por dentro do coto, causando dor, bursite e feridas.

O osso mais acometido é o úmero, seguido da fíbula, da tíbia e do fêmur. A complicação não ocorre nas desarticulações (amputações feitas na articulação, sem cortar o osso).

O tratamento tem uma lógica importante. A epifisiodese (fechar a placa de crescimento) não resolve, porque o crescimento não vem dali. Simplesmente cortar a ponta costuma levar a recidiva. O que funciona é capear a ponta do osso com um enxerto osteocondral (um pedaço de osso com cartilagem, retirado, por exemplo, da parte amputada, da crista ilíaca ou de um metatarso). A cartilagem fecha a ponta e impede o crescimento.

A melhor prevenção é, sempre que possível, desarticular em vez de cortar o osso no meio na criança.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo