Na artrite séptica da criança, a análise do líquido sinovial revela contagem de leucócitos:
- superior a 50.000 cel/mm3 e predomínio de linfócitos
- superior a 50.000 cel/mm3 e predomínio de neutrófilos
- entre 15.000 a 25.000 cel/mm3 e predomínio de linfócitos
- entre 15.000 a 25.000 cel/mm3 e predomínio de neutrófilos
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Conceito-chave
A análise do líquido retirado de uma articulação ajuda a separar três situações, principalmente pela contagem de leucócitos (glóbulos brancos) e pelo tipo de célula que predomina.
Líquido normal ou mecânico (como na artrose ou depois de um trauma): poucas células, abaixo de cerca de 2.000 por mm³, com predomínio de células mononucleares.
Líquido inflamatório (como na gota, na artrite reumatoide e nas artrites reativas): contagem intermediária, de cerca de 2.000 a 50.000.
Líquido séptico (infecção bacteriana): contagem alta, acima de 50.000 células por mm³, muitas vezes acima de 100.000, com predomínio de neutrófilos, as células de defesa que chegam primeiro contra bactérias. O líquido costuma ser turvo e a glicose, baixa.
Mas o número orienta, não decide sozinho. Uma artrite séptica no começo, ou já tratada com antibiótico, pode ter contagem mais baixa. Na criança pequena, a bactéria *Kingella kingae* costuma dar contagens menores e é difícil de crescer na cultura; por isso, é útil colocar o líquido em frasco de hemocultura e pedir PCR (exame que detecta o material genético da bactéria). Quem confirma o diagnóstico é a cultura, junto com o quadro clínico.
Em articulações com prótese, os limites para suspeitar de infecção são bem mais baixos.
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