No controle da dor, o uso da dipirona tem como mecanismo a inibição:
- da COX 1
- da serotonina
- do citocromo P450
- das prostaglandinas centrais
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Conceito-chave
A dipirona (também chamada de metamizol) é um analgésico e antitérmico muito usado no Brasil. Uma característica a denuncia: ela alivia bem a dor e a febre, mas quase não tem efeito anti-inflamatório nos tecidos. Isso indica que ela age principalmente no sistema nervoso central, e não no local da lesão.
O mecanismo mais aceito é a inibição das prostaglandinas no sistema nervoso central. As prostaglandinas são substâncias que participam da dor, da febre e da inflamação. Os anti-inflamatórios comuns (AINEs, como ibuprofeno e diclofenaco) bloqueiam as enzimas COX que as produzem em todo o corpo, inclusive no estômago e nas plaquetas. A dipirona age mais no centro, e há também participação de vias canabinoides e opioides próprias do organismo.
Por isso, ela tem vantagens práticas: não agride o estômago como os anti-inflamatórios e quase não interfere na coagulação. É muito útil no pós-operatório ortopédico e em pacientes que não podem usar anti-inflamatórios. Pode baixar a pressão se for injetada rápido na veia.
O efeito adverso mais temido é a agranulocitose, uma queda grave dos glóbulos brancos de defesa. É rara, mas por causa dela a dipirona é proibida em alguns países.
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