Na pseudoartrose do fêmur, quando há desvio angular e translacional, o centro de rotação da angulação (CORA) nas incidências radiográficas em AP e perfil encontram-se:
- no mesmo nível
- em diferentes níveis
- em posição mais distal no fragmento distal
- em posição mais proximal no fragmento distal
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Quando um osso consolida torto ou fica com uma pseudartrose desviada, o planejamento da correção usa o conceito de CORA, sigla em inglês para *center of rotation of angulation*, o centro de rotação da angulação. Na radiografia, traça-se o eixo do fragmento de cima e o eixo do fragmento de baixo. O ponto em que esses dois eixos se cruzam é o CORA. Ele mostra onde está o "vértice" da deformidade.
Se a deformidade é apenas uma angulação pura, num único ponto, o CORA fica no nível do vértice visível, e na mesma altura nas radiografias de frente (AP) e de perfil.
Quando, além da angulação, há translação (um fragmento deslocado para o lado em relação ao outro), a situação muda. A translação desloca os eixos, e o ponto de cruzamento sai do nível da deformidade aparente. Como a angulação e a translação podem ter componentes diferentes no plano de frente e no de perfil, o CORA aparece em níveis diferentes em cada radiografia.
Isso tem consequência no tratamento, segundo os princípios de Paley. Uma osteotomia feita exatamente no CORA corrige a deformidade sem criar desvio lateral. Se for feita fora do CORA, é preciso deslocar os fragmentos (transladar) para alinhar os eixos, senão o osso fica reto mas "em degrau".
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo