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Questão de Deformidades ósseas e alongamento (TARO 2020)

Conceitos básicosDeformidades ósseas e alongamentoTARO 2020

Na pseudoartrose do fêmur, quando há desvio angular e translacional, o centro de rotação da angulação (CORA) nas incidências radiográficas em AP e perfil encontram-se:

  1. no mesmo nível
  2. em diferentes níveis
  3. em posição mais distal no fragmento distal
  4. em posição mais proximal no fragmento distal
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Gabarito: B · em diferentes níveis

Conceito-chave

Quando um osso consolida torto ou fica com uma pseudartrose desviada, o planejamento da correção usa o conceito de CORA, sigla em inglês para *center of rotation of angulation*, o centro de rotação da angulação. Na radiografia, traça-se o eixo do fragmento de cima e o eixo do fragmento de baixo. O ponto em que esses dois eixos se cruzam é o CORA. Ele mostra onde está o "vértice" da deformidade.

Se a deformidade é apenas uma angulação pura, num único ponto, o CORA fica no nível do vértice visível, e na mesma altura nas radiografias de frente (AP) e de perfil.

Quando, além da angulação, há translação (um fragmento deslocado para o lado em relação ao outro), a situação muda. A translação desloca os eixos, e o ponto de cruzamento sai do nível da deformidade aparente. Como a angulação e a translação podem ter componentes diferentes no plano de frente e no de perfil, o CORA aparece em níveis diferentes em cada radiografia.

Isso tem consequência no tratamento, segundo os princípios de Paley. Uma osteotomia feita exatamente no CORA corrige a deformidade sem criar desvio lateral. Se for feita fora do CORA, é preciso deslocar os fragmentos (transladar) para alinhar os eixos, senão o osso fica reto mas "em degrau".

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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