Diante de queda dos potenciais evocados motores durante a correção da escoliose, a pressão arterial média deve ser elevada acima de
- 70 mmHg.
- 80 mmHg.
- 90 mmHg.
- 100 mmHg.
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Conceito-chave
A monitorização neurofisiológica transformou a lesão medular da cirurgia de escoliose de surpresa no despertar em alarme durante a manobra. Mas o alarme só serve se a equipe souber o que fazer nos minutos seguintes.
O que se monitora. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 9 (Scoliosis) (pp. 162 e 163) considera padrão a combinação de potenciais somatossensitivos (SSEP) e potenciais motores (MEP). Alterações críticas acontecem em 2% a 5% das cirurgias. Os potenciais motores mudam antes e são mais sensíveis à pressão arterial, como lembra o Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 40 (Scoliosis) (p. 1548).
A resposta. A primeira medida é melhorar a perfusão da medula estirada: elevar a pressão arterial média acima de 80 mmHg. Em seguida, corrigir o que piora a oferta de oxigênio, com normotermia e hemoglobina adequada, conferir anestesia e eletrodos e, se não recuperar, reverter a manobra de correção ou retirar o implante suspeito. Se a dúvida persistir, o teste do despertar de STAGNARA ainda pode ser feito.
O mecanismo. A correção alonga e desloca a medula; com pressão baixa, a perfusão cai justamente quando a demanda aumenta. Por isso a hipotensão controlada, útil para reduzir sangramento, vira inimiga no momento da manobra. O déficit neurológico fica abaixo de 1% na AIS, maior nas osteotomias e na ressecção de coluna vertebral (7,3% com VCR no banco da SRS).
Por que esta questão foi criada. As provas ainda não cobraram a conduta diante do alarme, que é o ponto em que a monitorização vira proteção real.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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