Na escoliose torácica idiopática, o espaço epidural entre o pedículo e a medula é menor no lado
- côncavo, com menos de 1 mm.
- convexo, com menos de 1 mm.
- côncavo, com 3 a 5 mm.
- convexo, com 3 a 5 mm.
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Conceito-chave
O parafuso pedicular torácico mudou a cirurgia da escoliose, mas carrega um risco que nasce da própria deformidade: a medula não fica no centro do canal.
A anatomia. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 9 (Scoliosis) (pp. 165 a 168) descreve que a medula se desloca para a concavidade da curva e fica encostada no pedículo côncavo. O espaço epidural entre pedículo e medula é de menos de 1 mm na concavidade, contra 3 a 5 mm na convexidade. Além disso, os pedículos côncavos são mais curtos e finos, porque a vértebra em cunha cresce menos do lado comprimido. Juntando os dois, o pedículo côncavo é ao mesmo tempo o mais difícil de canular e o que tem menos margem para erro medial.
O outro lado. Na curva torácica direita, a aorta fica mais lateral e posterior, à esquerda do corpo vertebral, de modo que o parafuso côncavo longo ou lateral também ameaça a aorta.
Por que, mesmo assim, o parafuso venceu. Os parafusos fixam as três colunas, permitem mais pontos de correção e a rotação vertebral direta. SUK relatou correção coronal de 72% contra 55% dos ganchos. E o risco neurológico real foi pequeno: déficit de 0,7% com parafusos contra 1,7% com fios sublaminares. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 40 (Scoliosis) (pp. 1556 e 1557 aprox.) põe o risco à medula, às raízes, à pleura e à aorta entre as desvantagens, ao lado do custo e da radiação, e cita mau posicionamento à mão livre de 5% a 15%; estímulo de EMG abaixo de 6 mA sugere violação da parede.
Por que esta questão foi criada. A SBOT-SP cobrou a vantagem do parafuso; esta questão cobra a anatomia que explica a principal desvantagem.
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