Os coletes noturnos de inclinação máxima, como o de CHARLESTON, são indicados principalmente nas curvas
- torácicas altas.
- torácicas duplas.
- toracolombares.
- cervicotorácicas.
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Conceito-chave
Os coletes noturnos nasceram de uma ideia mecânica simples: se o paciente está deitado, sem carga axial, dá para inclinar o tronco muito mais do que de pé e corrigir a curva no colete com uma força que seria intolerável durante o dia.
Como funcionam. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 9 (Scoliosis) (pp. 149 e 150) descreve os coletes de PROVIDENCE e de CHARLESTON: são usados só à noite, por 8 a 10 horas, e mantêm a coluna em inclinação máxima. A correção dentro do colete é grande, cerca de 90% nas curvas flexíveis e 70% nas rígidas, bem acima dos 40% a 50% exigidos de um TLSO diurno.
Onde funcionam. A indicação é das curvas toracolombares e lombares menores que 35 graus. São as curvas mais baixas e mais flexíveis, em que a inclinação lateral do tronco age diretamente sobre o ápice. Curvas torácicas altas e cervicotorácicas não são alcançadas pela alavanca do colete, e curvas duplas exigem forças opostas em dois níveis, o que a inclinação única não oferece.
Os outros coletes, para comparar. O TLSO de perfil baixo e o Boston (HALL, 1971) são diurnos e funcionam com ápice em T7 ou abaixo; o Boston é eficaz até em curvas de 35 a 45 graus. O MILWAUKEE, com anel cervical, era o recurso para curvas altas e hoje é histórico na AIS. A falha do colete é maior nas curvas torácicas e nas de grande magnitude.
Por que esta questão foi criada. O TARO 2012 cobrou o limite de ápice do TLSO; esta questão completa o quadro com a outra família de coletes, cuja indicação depende do mesmo raciocínio de localização.
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