Na escoliose idiopática do adolescente com RISSER 0, o tempo mínimo diário recomendado de uso do colete é de
- 10 horas.
- 14 horas.
- 18 horas.
- 23 horas.
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Conceito-chave
O colete funciona, mas funciona na proporção das horas em que está no corpo. A última década trocou a opinião por medida objetiva: sensores térmicos escondidos na órtese registram o uso real.
O que os estudos mostraram. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 9 (Scoliosis) (pp. 148 e 149) reúne três dados:
- no BrAIST de WEINSTEIN, o colete reduziu a progressão até o limiar cirúrgico, e o benefício cresceu com as horas de uso;
- KATZ encontrou 82% sem progressão entre os que usaram mais de 12 horas por dia, contra 31% entre os que usaram menos de 7;
- KAROL recomenda que o paciente RISSER 0 use o colete por no mínimo 18 horas por dia.
Por que o RISSER 0 pede mais. O colete age contra uma força que só existe enquanto há crescimento. No RISSER 0, a velocidade de crescimento é máxima, a curva progride mais rápido e o tempo fora do colete pesa mais. Curvas torácicas, além disso, falham mais que lombares.
E as 23 horas? A meta-análise da SRS citada pelo livro mostra que o uso em tempo integral (cerca de 23 horas) é mais eficaz que o parcial (8 a 16 horas). Esse é o ideal prescrito; 18 horas é o mínimo abaixo do qual o RISSER 0 perde o benefício. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 40 (Scoliosis) (p. 1547 aprox.) dá o resultado global do BrAIST: 72% de sucesso com o colete contra 48% com observação.
Por que esta questão foi criada. As provas cobram quando indicar o colete; quanto tempo usá-lo, que é o que decide se ele funciona, ainda não foi cobrado.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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