Na escoliose idiopática do adolescente com RISSER 0 ou 1, a probabilidade de progressão de uma curva de 20 a 29 graus é de cerca de
- 10%.
- 22%.
- 45%.
- 68%.
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Conceito-chave
A tabela de LONSTEIN e CARLSON é a forma mais simples de transformar duas informações da radiografia, o COBB e o RISSER, numa probabilidade de piora. Ela explica por que a mesma curva é tratada de jeitos diferentes em idades diferentes.
A Tabela 9.1. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 9 (Scoliosis) (p. 135) reproduz os quatro números:
- RISSER 0 ou 1, curva de 5 a 19 graus: 22% progridem;
- RISSER 0 ou 1, curva de 20 a 29 graus: 68%;
- RISSER 2, 3 ou 4, curva de 5 a 19 graus: 1,6%;
- RISSER 2, 3 ou 4, curva de 20 a 29 graus: 23%.
O mecanismo por trás dos números. A curva piora enquanto a coluna cresce, porque a carga assimétrica sobre a placa de crescimento do lado côncavo inibe o crescimento ali e acentua a cunha das vértebras. Mais crescimento pela frente (RISSER baixo) e mais assimetria de carga (curva maior) se multiplicam. Por isso a casela de maior risco é a do imaturo com curva maior.
A aplicação clínica. É essa casela que justifica o colete no muito imaturo a partir de 25 graus: com dois terços de chance de piorar, esperar a progressão significa começar o tratamento com a curva já maior. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 40 (Scoliosis) (p. 1538 aprox.) dá números próximos: a curva de 20 graus tem cerca de 20% de risco e a de 50 graus, 90%, além de lembrar que a melhora espontânea é rara.
Por que esta questão foi criada. O TARO 2016 cobrou a casela da curva pequena no RISSER 1 (22%); esta questão cobra a casela vizinha, a que de fato muda a conduta.
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