Na classificação CARDS da espondilolistese degenerativa, o tipo A corresponde a
- cifose segmentar em radiografia.
- colapso discal com osso em osso.
- translação menor que 5 mm.
- translação maior que 5 mm.
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Conceito-chave
A classificação CARDS nasceu para responder a uma pergunta cirúrgica: este segmento degenerativo está estável ou instável? A resposta vem do disco, da translação e do alinhamento sagital.
Os quatro tipos. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 46 (Degenerative Disorders of the Thoracic and Lumbar Spine, seção Spondylolisthesis) (p. 1840 e 1841) descreve:
- A: colapso completo do disco, com osso contra osso. O segmento se autoestabilizou.
- B: disco parcialmente preservado e translação menor que 5 mm.
- C: disco parcialmente preservado e translação maior que 5 mm.
- D: cifose do segmento em alguma das radiografias.
O raciocínio. A espondilolistese degenerativa progride em cerca de 30% dos pacientes, em geral pouco, e o estreitamento contínuo do disco tende a autoestabilizar o segmento (p. 1829 e 1839). No tipo A, essa estabilização já aconteceu: a dor vem da estenose, e uma descompressão bem feita pode bastar. À medida que se avança para B, C e D, há mais disco, mais movimento e por fim perda da lordose segmentar, e cresce a necessidade de fusão, às vezes com correção sagital.
Para medir a instabilidade. O mesmo capítulo usa 4 mm de translação ou 10 graus de rotação acima do nível adjacente como critério dinâmico, lembra que cerca de 15% dos escorregamentos reduzem em decúbito na RM e que derrame facetário acima de 2 mm sugere instabilidade (p. 1829 e 1841).
Por que esta questão foi criada. As provas cobraram MEYERDING e WILTSE, mas nenhuma classificação própria da degenerativa; CARDS é a que liga imagem e decisão cirúrgica.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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