O reparo direto da pars interarticularis tem melhor indicação na espondilólise
- de L5 com escorregamento de 30%.
- de L4 sem degeneração discal.
- com pars alongada e displásica.
- do adulto com artrose facetária.
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Conceito-chave
Reparar a pars é consertar a ponte quebrada e preservar o movimento do segmento. Só funciona quando o resto da ponte está bom: disco sadio, facetas sadias, sem escorregamento e sem displasia.
Os critérios. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 46 (Degenerative Disorders of the Thoracic and Lumbar Spine, seção Spondylolisthesis) (p. 1831) exige: sem listese, sem degeneração discal na RM, sem artrose facetária na TC e sem displasia (espinha bífida oculta, pars alongada, facetas displásicas). Na página 1833 acrescenta que adultos são maus candidatos, porque quase sempre já têm disco ou faceta doente.
O nível. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 42 (Spondylolisthesis, adolescente) (p. 1671) diz que, em L4 ou L3, a escolha é o reparo direto; em L5, reparo e fusão L5-S1 dão resultados semelhantes, e com doença discal ou displasia prefere-se a fusão. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 11 (Other Anatomic Disorders of the Spine, seção Spondylolisthesis) (p. 281) é mais restritivo: reparo para L4 e acima, com consolidação de 80% a 90% e 76% dos atletas de volta em 6 meses. A lógica: fundir L4-L5 sacrifica um segmento móvel importante, enquanto fundir L5-S1 custa pouco movimento.
A indicação. Dor persistente após 6 meses de tratamento não operatório, com defeito que não consolidou (C42, p. 1671). Desbridamento do defeito, enxerto autólogo e compressão são os três tempos comuns a todas as técnicas.
Por que esta questão foi criada. As provas cobraram GILL e artrodese, mas não quando reparar a pars em vez de fundir, decisão que depende exatamente do nível e do estado do disco.
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