Na espondilolistese da criança e do adolescente, o aumento do escorregamento ocorre sobretudo entre
- 4 e 8 anos.
- 9 e 15 anos.
- 16 e 20 anos.
- 20 e 30 anos.
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Conceito-chave
Acompanhar uma criança com espondilolistese é, na prática, vigiar uma janela de tempo. Saber quando ela se abre e quando se fecha decide a frequência das radiografias e quando é possível dar alta.
A janela. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 42 (Spondylolisthesis, adolescente) (p. 1666) descreve que, quando o escorregamento aumenta, isso acontece entre 9 e 15 anos, e raramente depois dos 20. O motor é o estirão do crescimento: a placa vertebral ainda imatura, o sacro em remodelação e a carga crescente de um tronco que alonga rápido somam forças sobre um gancho ósseo já sem a pars. Terminado o crescimento, o disco e a fibrose estabilizam o segmento e a progressão praticamente cessa.
Curso benigno. O mesmo capítulo lembra que a progressão desacelera a cada década e que não há associação entre progressão e dor: o curso é benigno nos primeiros 50 anos. Mesmo os graus III e IV não tratados chegaram à vida adulta com 36% assintomáticos e 55% com sintomas leves.
Como isso vira conduta. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 11 (Other Anatomic Disorders of the Spine, seção Spondylolisthesis) (p. 280) completa que, abaixo de 30% de escorregamento, a progressão é inesperada, salvo no esqueleto imaturo, e que a artrodese profilática no baixo grau não se justifica. Na criança pequena com escorregamento, radiografia em perfil a cada 6 a 12 meses até o fim do crescimento; na adolescente madura e assintomática, a janela já fechou.
Por que esta questão foi criada. As provas já perguntaram a conduta na criança de 8 e de 10 anos e na adolescente madura; esta questão isola o fato que sustenta todas essas respostas: a idade em que o escorregamento anda.
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