No mecanismo de pinça da espondilólise de L5, durante a hiperextensão repetida, o arco posterior de L5 é comprimido entre as facetas
- inferiores de L4 e superiores de S1.
- superiores de L5 e inferiores de L4.
- inferiores de L5 e superiores de S1.
- superiores de L4 e inferiores de L5.
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Conceito-chave
A espondilólise é uma fratura de estresse, e toda fratura de estresse tem um ponto onde a carga se concentra. Na coluna lombar, esse ponto é a pars de L5, e o motivo é geométrico.
Onde a carga se concentra. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 42 (Spondylolisthesis, adolescente) (p. 1665) mostra que, na flexoextensão, a carga sobre o arco posterior cresce de L1 para L5, e o maior estresse fica na pars de L5. Na hiperextensão repetida, a lâmina de L5 fica pinçada entre as facetas inferiores de L4, que descem por cima, e as facetas superiores de S1, que sobem por baixo. O istmo, ponte estreita entre a faceta superior e a inferior da mesma vértebra, é a parte mais fina dessa pinça e é ali que a fadiga acaba quebrando o osso.
Quem tem essa geometria. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 11 (Other Anatomic Disorders of the Spine, seção Spondylolisthesis) (p. 272) chama o mecanismo de quebra-nozes (nutcracker) e o associa à incidência pélvica baixa e à inclinação sacral baixa: com a pelve mais horizontal, as facetas de L4 e S1 ficam mais próximas na extensão. Esse raciocínio explica a epidemiologia: ginastas, levantadores de peso, saltadores ornamentais, jogadores de linha do futebol americano e lançadores de críquete fazem hiperextensão sob carga milhares de vezes, e a prevalência entre atletas de elite chega a 47% (C42 Box 42.3, p. 1667).
Consequência clínica. É por isso que o adolescente com lise sente dor na extensão e que o teste em apoio unipodal com hiperextensão reproduz a dor do lado lesado. Se a flexão dói mais que a extensão, a pars provavelmente não é a culpada.
Por que esta questão foi criada. As provas cobram o tipo ístmico, o nível L5-S1 e a anatomia do istmo, mas ainda não perguntaram quais estruturas fecham a pinça; entender o mecanismo amarra a anatomia, o esporte e o exame físico num só raciocínio.
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