Mulher de 41 anos com hérnia L5-S1 posterolateral esquerda tem dor na face posterior da perna até a borda lateral do pé, sem fraqueza evidente. Segundo o Campbell, é correto:
- a ausência de fraqueza exclui a radiculopatia S1
- a zona autônoma de S1 é o primeiro espaço dorsal do pé
- o reflexo patelar deve estar abolido
- na radiculopatia S1 a fraqueza não é comum, às vezes só fadiga assimétrica dos fibulares ou do tríceps sural; o aquileu costuma estar diminuído ou abolido, e a zona autônoma de S1 é o dorso do quinto dedo
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Conceito-chave
A raiz S1 engana: quase não enfraquece. Quem espera um pé caído ou uma panturrilha fraca para confirmar a hérnia L5-S1 vai errar muitas vezes.
O que o Campbell diz (cap. 39, p. 1743). Na ruptura unilateral do disco L5-S1, aparecem os achados da radiculopatia S1. A dor e a dormência seguem o dermátomo de S1: maléolo lateral, faces lateral e plantar do pé, às vezes o calcanhar, e os três dedos laterais. A zona autônoma é o dorso do quinto dedo.
A força. A fraqueza pode aparecer nos fibulares, no tríceps sural e no glúteo máximo, mas em geral não é um achado usual na radiculopatia S1. Às vezes surge só como fadiga assimétrica ao exercitar esses grupos (por exemplo, ficar na ponta do pé várias vezes).
O reflexo. O aquileu costuma estar diminuído ou ausente: é o achado objetivo mais constante.
As zonas autônomas das outras raízes. L4: maléolo medial. L5: primeiro espaço dorsal e dorso do terceiro dedo.
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões do TARO sobre o achado da raiz S1.
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