Homem de 34 anos com dor lombar intermitente há meses passa a ter dor intensa que desce pela perna até o pé depois de pegar uma caixa. Sobre a apresentação da hérnia de disco lombar, segundo o Campbell, é correto:
- a hérnia é mais comum depois dos 60 anos, e a dor lombar costuma ser maior que a da perna
- a hérnia é mais proeminente na terceira e na quarta décadas; a dor radicular costuma passar do joelho e ser igual ou maior que a lombar; piora sentado e ao tossir, alivia em repouso na posição de semi-FOWLER (de lado, com quadris e joelhos fletidos), e o LASÈGUE contralateral é patognomônico
- o LASÈGUE negativo confirma a hérnia
- a dor de padrão bizarro e uniforme é típica da hérnia
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Conceito-chave
A história da hérnia lombar tem um roteiro: meses de dor lombar que vai e volta, um esforço em flexão e, de repente, a dor desce pela perna. Quem conhece o roteiro desconfia quando ele não aparece.
O quadro, no Campbell (cap. 39, p. 1741 e 1742):
- A doença discal e a hérnia são mais proeminentes na terceira e na quarta décadas de vida, em pessoas sadias.
- Quase sempre há episódios prévios de dor lombar, aliviados por repouso; a crise vem muitas vezes com um episódio de flexão.
- A dor radicular passa do joelho e segue o dermátomo; a dor na perna é igual ou maior que a lombar. Quando a dor lombar predomina e a da perna é mínima, o diagnóstico deve ser feito com muito cuidado.
- Piora com a atividade, sobretudo sentado e dirigindo, e ao fazer força, espirrar ou tossir; melhora em repouso, sobretudo na posição de semi-FOWLER (de lado, com quadris e joelhos fletidos e um travesseiro entre as pernas).
- Dor bizarra ou de intensidade uniforme deve ser vista com ceticismo.
O exame. Na fase aguda, espasmo paravertebral, perda da lordose e às vezes escoliose antálgica. O LASÈGUE (elevação da perna estendida) é geralmente positivo e deve reproduzir dor abaixo do joelho; o LASÈGUE contralateral (dor na perna afetada ao elevar a outra) é patognomônico. A ausência de LASÈGUE deve deixar o examinador cético, embora idosos possam não tê-lo. O "flip sign": o paciente sentado inclina-se para trás para aliviar a dor.
O alarme. Hérnia grande ou central pode causar síndrome da cauda equina: dormência e fraqueza nas duas pernas, dor retal, anestesia perineal e perda do controle esfincteriano. Exige avaliação e tratamento agressivos.
Por que esta questão foi criada. É uma gêmea das questões sobre a idade típica e os sinais da hérnia lombar.
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