Em relação à medula espinal, os tratos possuem grande importância clínica. Assinale a alternativa que apresenta o responsável pela sensibilidade dolorosa e da temperatura.
- Fascículo grácil e cuneiforme.
- Tratos corticospinal lateral e ventral.
- Tratos espinocerebelares ventral e dorsal.
- Trato espinotalâmico lateral.
- Trato espinotalâmico ventral.
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Conceito-chave
Imagine que a ponta de um objeto quente encoste no braço. Para reconhecer dor e temperatura, a informação entra na medula pela raiz sensitiva, faz conexão no corno posterior e cruza para o lado oposto em segmentos próximos da entrada. A partir daí, sobe pelo sistema anterolateral até o tálamo e o córtex. Na divisão clássica ensinada nesta questão, o componente responsável por dor e temperatura é o trato espinotalâmico lateral.
O adjetivo “lateral” distingue essa via da porção anterior ou ventral do trato espinotalâmico, associada sobretudo ao tato grosseiro e à pressão. Ambas são vias sensitivas ascendentes e vizinhas, mas não devem ser tratadas como sinônimos ao responder qual delas conduz a modalidade pedida.
Os fascículos grácil e cuneiforme também sobem pela medula, porém levam principalmente vibração, propriocepção consciente e tato discriminativo. Já os tratos espinocerebelares enviam informação proprioceptiva ao cerebelo para ajuste do movimento, sem produzir a percepção consciente de dor. Os tratos corticospinais fazem o percurso funcional oposto: são vias descendentes de comando motor. Essa separação entre modalidade sensitiva e direção do fluxo permite resolver a questão sem decorar apenas nomes.
Como as fibras de dor e temperatura cruzam cedo na medula, uma lesão unilateral do trato espinotalâmico lateral tende a afetar essas modalidades no lado oposto abaixo da lesão. É uma consequência clínica do trajeto, não um novo critério para escolher a letra.
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