Assinale a alternativa que caracteriza corretamente a Síndrome de Grisel.
- Luxação não traumática do axis.
- Luxação não traumática do atlas.
- Luxação traumática do atlas.
- Luxação traumática do axis.
- Subluxação atlanto-occipital
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Conceito-chave
Uma criança acorda com o pescoço doloroso e a cabeça presa em rotação poucos dias depois de uma faringite ou de uma cirurgia de amígdalas. Não houve queda. Essa combinação sugere a síndrome de Grisel: uma subluxação rotatória de C1 sobre C2 sem trauma. O atlas, primeira vértebra cervical, sustenta o crânio; o áxis, segunda vértebra, fornece o pivô sobre o qual o atlas gira. É a relação entre as duas vértebras que se perde, não uma lesão isolada de um osso.
A inflamação da região faríngea pode acompanhar frouxidão dos tecidos que estabilizam C1-C2. Na criança, a anatomia articular e a maior laxidade facilitam esse deslocamento. O resultado é torcicolo doloroso, com rotação fixa e dificuldade de voltar a cabeça à posição neutra. A tomografia pode mostrar a rotação anormal do atlas em relação ao áxis; a avaliação clínica e da estabilidade determina a conduta. A literatura descreve tratamento inicial com controle do processo infeccioso ou inflamatório quando presente, analgesia, redução e imobilização conforme o caso, reservando cirurgia para situações selecionadas, como irredução ou recorrência.
A palavra decisiva é não traumática. Uma luxação rotatória C1-C2 após acidente é outra situação clínica, ainda que envolva a mesma articulação. E a formulação “luxação do atlas” da alternativa deve ser lida como o atlas deslocado relativamente ao áxis, não como uma luxação atlanto-occipital.
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