Na fratura em explosão toracolombar sem déficit neurológico, o comprometimento do canal vertebral pelo fragmento retropulsado
- acima de 50% indica descompressão cirúrgica.
- não se associa, por si só, a pior resultado nem indica cirurgia, e o canal tende a remodelar.
- acima de 30% indica corpectomia anterior.
- impede o tratamento conservador sem órtese.
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Conceito-chave
Ver um fragmento no canal chama atenção, mas a porcentagem de ocupação, sozinha e sem déficit, não indica cirurgia na explosão toracolombar. O fragmento retropulsado pode remodelar e o canal se ampliar durante o acompanhamento.
A decisão precisa considerar neurologia, complexo ligamentar posterior, alinhamento e sustentação. O capítulo descreve a lesão posterior confirmada e o déficit como motivos importantes para operar, enquanto cifose e perda de altura também entram no julgamento. Reduzir tudo à porcentagem do canal é tratar uma medida sem avaliar o comportamento da lesão (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 49, “Quando operar a explosão”).
Essa regra não torna toda explosão sem déficit estável. Também não elimina seguimento ou torna toda órtese dispensável. Significa que a retropulsão isolada não é o critério automático de cirurgia proposto pelas opções A e C. O capítulo mostra expansão do canal sem cirurgia em um caso acompanhado.
Leia no resumo da Biblioteca a discussão da explosão sem déficit junto dos critérios de instabilidade.
Por que esta questão foi criada. O percentual do canal é uma armadilha de conduta: a imagem impressionante pode ser confundida com indicação automática de descompressão.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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