Paciente com espondilite anquilosante sofre fratura em hiperextensão de T10-T11, sem translação, com lesão medular incompleta (ASIA B). Pela AO Spine toracolombar, a lesão é
- T10-T11 B2; N4; M1.
- T10-T11 C; N3.
- T10-T11 B3; N4; M2.
- T10-T11 B3; N3; M2.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O caso fornece três informações independentes: hiperextensão sem translação, lesão medular incompleta e espondilite anquilosante. A notação correta combina B3; N3; M2, sem deixar que um código substitua os outros.
B3 descreve falha da banda de tensão anterior em hiperextensão. Na coluna anquilosada, os segmentos fundidos criam braços de alavanca grandes, e a fratura se comporta como um osso longo quebrado, com muita instabilidade. Não é a ruptura posterior B2 nem a translação tipo C (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 49, “A AO Spine revisada” e “B3: a coluna anquilosada quebra como um osso longo”).
N3 identifica cauda equina ou lesão medular incompleta na tabela; N4 corresponde à completa. M2 registra a comorbidade que muda o tratamento, como a anquilose. M1 é outra informação: dúvida sobre a banda de tensão posterior. A paciente ASIA B tem preservação sensitiva, portanto uma lesão incompleta; a letra B da ASIA não deve ser confundida com B3, que é morfologia.
Compare no resumo da Biblioteca as três colunas da descrição: morfologia, neurologia e modificador.
Por que esta questão foi criada. A notação AO Spine permite testar a integração de achados independentes. O mecanismo de hiperextensão na anquilose é relevante mesmo após queda de baixa energia.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo