Na classificação AO Spine toracolombar, o que separa a lesão B1 da B2 é que a B1
- rompe a banda de tensão anterior, por hiperextensão.
- apresenta translação entre as vértebras.
- atravessa transversalmente uma única vértebra, toda pelo osso.
- acomete os dois platôs e a parede posterior.
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Conceito-chave
B1 e B2 envolvem a banda de tensão posterior, mas a lesão atravessa lugares diferentes. A B1 é transóssea, corta uma única vértebra e preserva o disco. A B2 ocorre no nível intervertebral, por osso, ligamento ou combinação, muitas vezes com compressão ou explosão da vértebra de baixo.
Essa distinção tem consequência biológica: uma B1 puramente óssea pode consolidar como fratura; a B2 tem componente discoligamentar e menor confiabilidade de consolidação sem estabilização. Por isso não basta chamar todas de “Chance” e presumir o mesmo comportamento (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 49, “Flexão-distração e fratura de Chance”).
Também não se deve confundir a localização posterior da falha com a hiperextensão B3, que abre a banda anterior. A translação entre vértebras, por sua vez, caracteriza C.
Leia no resumo da Biblioteca os mecanismos B1 e B2 lado a lado: o trajeto pelo osso ou pelo nível do disco explica a diferença.
Por que esta questão foi criada. É a distinção que permite interpretar as lesões de flexão-distração sem trocar uma B1 transóssea por uma B2 ligamentar.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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