Fratura em explosão isolada de C5, com complexo discoligamentar íntegro na ressonância, em paciente neurologicamente intacto. Pela classificação SLIC, a pontuação e a conduta são, respectivamente,
- 1; colar macio por 2 semanas.
- 2; tratamento não cirúrgico com órtese rígida.
- 4; decisão por fatores associados.
- 5; cirurgia.
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Conceito-chave
A fratura de C5 é em explosão, mas o complexo discoligamentar está íntegro e o paciente não tem déficit. Ao somar os três domínios do SLIC, o resultado é 2 pontos: explosão 2, complexo íntegro 0 e exame neurológico intacto 0.
O SLIC combina morfologia, contenção discoligamentar e estado neurológico; uma imagem óssea impressionante não define sozinha o total. Com 3 pontos ou menos, a recomendação costuma ser não cirúrgica; 4 é a zona de decisão por fatores associados, e 5 ou mais favorece cirurgia na classificação original apresentada na tabela (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “SLIC: a classificação que vira conduta”).
Não cirúrgico não significa colar macio e alta sem seguimento. Na explosão cervical selecionada para tratamento externo, os autores exigem paciente intacto, pouca cominuição, canal quase livre, cifose menor que 5 graus e complexo posterior íntegro. Descrevem imobilização rígida e controles radiográficos, porque o corpo pode colapsar. O escore orienta a decisão, mas não substitui verificar esses achados.
A pergunta fornece um caso simplificado para calcular o escore e escolher a categoria de conduta. Não autoriza presumir que qualquer fratura em explosão com dois pontos possa ser tratada sem avaliar alinhamento e canal.
Por que esta questão foi criada. Treina a soma do escore sem transformar uma classificação em substituto da avaliação de estabilidade e do seguimento.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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