Homem de 35 anos tem fratura do odontoide tipo II de ANDERSON e D'ALONZO, redutível, com traço oblíquo de anteroinferior para posterossuperior. A fixação com parafuso anterior é desaconselhada nesse traço porque
- o traço atinge a faceta articular superior de C2, o que o transforma em tipo III.
- a idade abaixo de 65 anos aumenta o risco de soltura do parafuso.
- a fratura tipo II consolida bem com colar rígido no adulto jovem.
- a compressão do parafuso faria o fragmento deslizar ao longo do traço, aumentando o desvio.
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Conceito-chave
O traço do odontoide vai de anteroinferior para posterossuperior. Mesmo sendo redutível, ele oferece uma geometria desfavorável ao parafuso anterior: a compressão ao longo do implante pode fazer o fragmento escorregar e aumentar o desvio.
Um parafuso de compressão aproxima melhor as superfícies quando seu eixo cruza o plano da fratura de modo adequado. No traço transverso ou no oblíquo de anterossuperior para posteroinferior, essa relação é favorável. No sentido inverso do caso, o eixo acompanha o traço e favorece deslizamento, razão da contraindicação (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “O parafuso anterior: a geometria decide”).
Na subclassificação de Grauer, esse desenho é IIc, enquanto o IIb tem o sentido favorável. Isso não depende de o paciente ser jovem nem é corrigido apenas por conseguir reduzir a fratura: redução inicial e capacidade de manter compressão estável são questões diferentes.
Contraindicar um método não significa contraindicar toda cirurgia. O resumo descreve a artrodese posterior C1–C2 como opção nos casos cirúrgicos, com seleção conforme lesão e condições clínicas.
Por que esta questão foi criada. Treina a biomecânica da compressão e distingue fratura redutível de fratura adequada a um método específico.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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