Na instabilidade atlantoaxial sagital sem fratura, um intervalo atlanto-odontoide de 7 mm no adulto indica lesão de
- ligamento transverso e ligamentos alares, com indicação de artrodese C1-C2.
- ligamento transverso isolado, tratável em colar por 6 semanas.
- ligamentos alares isolados, com o ligamento transverso íntegro.
- membrana tectória, com indicação de artrodese occipitocervical.
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Conceito-chave
Um adulto tem ADI de 7 mm sem fratura: o espaço anterior entre atlas e dente está muito acima da referência normal. No modelo apresentado pelo resumo, ultrapassar 5 mm indica falha do transverso e dos alares, com indicação de estabilização por artrodese C1–C2.
O transverso passa atrás do dente e mantém a relação com o arco anterior do atlas. Sua falha isolada permite abertura de até cerca de 5 mm; os alares ainda restringem o deslocamento adicional. Sete milímetros ultrapassa essa contenção secundária (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “O intervalo atlanto-odontoide”).
ADI anterior e espaço posterior não são a mesma medida. O intervalo posterior informa quanto canal resta para a medula. A ausência de fratura não torna normal um desalinhamento ligamentar importante; os ligamentos podem ser o problema central da instabilidade.
O resumo descreve ressonância para avaliar transverso e alares. Com abertura já acentuada, não é necessário provocar movimentos dinâmicos apenas para demonstrar mais deslocamento; não se deve transformar a investigação em manobra que agrave uma lesão instável.
Por que esta questão foi criada. Relaciona uma medida de instabilidade à contenção ligamentar que falhou e evita confundir artrodese atlantoaxial com occipitocervical.
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