Homem de 28 anos, acordado, colaborativo e examinável, com déficit neurológico incompleto, tem a lesão de C5-C6 da figura (reconstrução sagital da tomografia; a seta indica um pequeno fragmento articular). A conduta inicial preferida pelos autores do Rockwood é

- ressonância magnética antes de qualquer tentativa de redução, mesmo que atrase o procedimento.
- redução fechada urgente com tração craniana progressiva e exame neurológico a cada acréscimo de peso.
- imobilização definitiva em halo-colete, sem redução.
- redução manipulativa sob anestesia geral, seguida de ressonância.
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Conceito-chave
A reconstrução mostra perda da relação facetária e um pequeno fragmento articular na região indicada pela seta. O paciente está acordado, colaborativo e tem déficit incompleto. Na preferência dos autores, esse é o cenário para redução fechada urgente, com tração progressiva e exame neurológico a cada acréscimo de peso.
O risco da luxação não depende apenas do fragmento: a translação e a perda de alinhamento podem estreitar o canal. Reduzir procura restabelecer essa relação. Ao mesmo tempo, disco herniado e lesões associadas podem tornar a manobra perigosa, razão de o acompanhamento neurológico ser parte do procedimento (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “Luxação facetária: redução fechada e cirurgia”).
Poder examinar o paciente durante a redução muda a decisão. O resumo distingue o paciente com déficit, acordado e examinável, daquele inconsciente, intoxicado ou não examinável, para quem descreve ressonância antes da redução. Também reconhece a controvérsia sobre a ressonância prévia, sem transformar sua realização em obrigação que deve atrasar toda redução de um paciente examinável com déficit.
A conduta deve ser conduzida por equipe especializada, com imagem, avaliação de lesões associadas e possibilidade de interromper diante de piora. Redução inicial também não significa tratamento definitivo apenas no halo: a lesão requer planejamento de estabilização.
Por que esta questão foi criada. Relaciona a imagem de luxação ao estado de examinabilidade do paciente, que muda a sequência entre redução e ressonância.
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