No estudo STASCIS, a descompressão cirúrgica da lesão medular cervical realizada antes de 24 horas do trauma, em comparação com a realizada depois, associou-se a
- menor mortalidade em 30 dias, sem diferença na recuperação neurológica.
- melhora neurológica restrita às lesões completas (ASIA A).
- maior chance de melhora de pelo menos dois graus na escala da ASIA aos 6 meses, sem aumento de complicações.
- maior taxa de complicações, que anulou o ganho neurológico.
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Conceito-chave
O STASCIS comparou descompressão antes e depois de 24 horas. O resultado destacado no capítulo é a associação da cirurgia precoce com maior chance de melhora de pelo menos dois graus da escala AIS aos seis meses, com segurança, sem o aumento de complicações proposto pela alternativa D.
A escala expressa o estado neurológico; dois graus de melhora descrevem mudança de categoria, não uma porcentagem de força recuperada. O achado favorece a descompressão precoce quando indicada, mas deve ser lido como resultado de um estudo, com os limites metodológicos que o resumo também comenta (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 49, “Quando operar”).
A pressão de tempo não dispensa ressuscitação. O capítulo alerta para o risco de operar cedo demais um paciente mal ressuscitado, instável ou com lesão craniana. Portanto, “antes de 24 horas foi seguro no estudo” não equivale a ignorar a condição sistêmica de qualquer politraumatizado.
Leia no resumo da Biblioteca a evidência do momento da cirurgia junto das condições que tornam o procedimento seguro.
Por que esta questão foi criada. O intervalo de 24 horas e o desfecho de dois graus aos seis meses são dados específicos do estudo destacados pelo capítulo e úteis para interpretar uma questão de evidência clínica.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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