Após o fim do choque medular, paciente com lesão de C6 não tem nenhuma contração voluntária abaixo do nível da lesão, inclusive do esfíncter anal, mas mantém a sensibilidade perianal. Pela escala da ASIA, a lesão é classificada como
- A, porque não há função motora abaixo da lesão.
- B, porque há preservação sensitiva sacral sem função motora.
- C, porque qualquer preservação sacral indica lesão motora incompleta.
- D, porque a sensibilidade preservada compensa a ausência de força.
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Conceito-chave
A sensibilidade perianal está preservada, embora não exista contração voluntária abaixo da lesão. Essa dissociação é a pista para ASIA B, lesão sensitiva incompleta. Não ter movimento não basta para classificar A quando ainda há função sensitiva sacral.
A região sacral precisa ser examinada porque pode ser o único sinal de condução através da área lesada. O resumo define B pela preservação sensitiva sem motricidade abaixo do nível. Já C e D são categorias com preservação motora; a proporção de músculos-chave que vence a gravidade separa essas duas, não a presença de sensibilidade isolada (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 49, “Preservação sacral e a escala da ASIA”).
No caso, o choque medular já terminou. Portanto, a questão não pede aguardar o retorno reflexo; pede usar a função que permaneceu para classificar o déficit. O resumo da Biblioteca reúne os graus A a E e ajuda a não confundir “incompleta” com “motora incompleta”.
Por que esta questão foi criada. A preservação sensitiva sacral sem motricidade foi cobrada no ENARE 2024; o simulado retoma o critério com um caso curto após o fim do choque.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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