Um paciente de 72 anos de idade, vítima de queda de altura com trauma em coluna cervical, refere mecanismo de flexoextensão exagerado. Após realização dos exames de imagem, foi verificada uma fratura de processo odontoide tipo II, de Anderson e D`alonzo. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. Julgue o item: Os fatores de risco para pseudoartrose são desvio inicial maior do que 4 mm a 6 mm, angulação maior do que 10 graus e retardo no diagnóstico.
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Conceito-chave
Fatores de risco para pseudoartrose na fratura do odontoide tipo II. Reconhecê-los é o que orienta a indicação cirúrgica: quanto mais fatores, menor a chance de consolidação com imobilização.
Fatores da fratura.
- Desvio inicial maior que 4 a 6 mm (as séries usam cortes entre 4 e 6 mm; acima disso o risco aumenta muito).
- Angulação maior que 10 graus.
- Desvio posterior (pior que o anterior em várias séries).
- Cominuição e traço desfavorável.
Fatores do paciente e do tratamento.
- Idade acima de 40 a 50 anos (pior consolidação, osso osteoporótico).
- Retardo no diagnóstico: fraturas descobertas tardiamente já têm reabsorção nas bordas e tecido fibroso no foco.
- Falha em manter a redução durante a imobilização.
- Tabagismo e comorbidades.
| Fator | Limite de risco |
|---|---|
| Desvio | Acima de 4 a 6 mm |
| Angulação | Acima de 10 graus |
| Idade | Acima de 40 a 50 anos |
| Diagnóstico | Tardio |
Aplicação prática. Um paciente jovem, com fratura sem desvio, pode ser tratado com halo ou colar. Um paciente com desvio importante ou diagnóstico tardio tem indicação mais forte de fixação cirúrgica.
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