Um paciente de 72 anos de idade, vítima de queda de altura com trauma em coluna cervical, refere mecanismo de flexoextensão exagerado. Após realização dos exames de imagem, foi verificada uma fratura de processo odontoide tipo II, de Anderson e D`alonzo. Considerando esse caso clínico e os conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. Julgue o item: Com tratamento conservador, o risco de pseudoartrose varia de 26% a 80% na literatura. Esse risco elevado de pseudoartrose é atribuído à instabilidade da fratura.
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Conceito-chave
Pseudoartrose na fratura do odontoide tipo II. É a complicação característica dessa fratura. Com tratamento conservador, a literatura relata taxas muito variáveis, em geral citadas entre cerca de 26% e 80%, conforme a idade, o desvio e o tipo de imobilização usados nas séries.
Explicações para a alta taxa de pseudoartrose.
- Instabilidade: o fragmento do dente acompanha os movimentos do atlas e do crânio, e nem o halo controla completamente o micromovimento no foco. É a explicação mais enfatizada nos textos clássicos.
- Pequena área de contato ósseo na cintura do dente.
- Irrigação limítrofe na base do dente, entre a vascularização apical e a do corpo de C2.
- Interposição de tecidos e distração no foco.
Pseudoartrose fibrosa estável. Em idosos de baixa demanda, uma pseudoartrose sem instabilidade e sem sintomas neurológicos pode ser aceitável. Em pacientes ativos ou com instabilidade, a cirurgia (parafuso anterior ou artrodese C1-C2) é preferida.
Fatores que aumentam o risco. Idade acima de 40 a 50 anos, desvio inicial acima de 4 a 6 mm, angulação acima de 10 graus, desvio posterior, cominuição e retardo no diagnóstico ou no tratamento.
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