Um paciente do sexo masculino de 50 anos se apresenta na emergência com queixa de dor e amortecimento no membro superior direito. Ao exame físico observa-se: diminuição de força do músculo Tríceps Braquial, alteração da sensibilidade em segundo e terceiro quirodáctilos e reflexo tricipital alterado. O exame radiográfico da coluna cervical mostra sinais degenerativos. A hipótese diagnóstica é de cervicobraquialgia. Com base no exame físico, qual é a raiz acometida?
- T1
- C5
- C6
- C7
- C8
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Conceito-chave
Tríceps fraco com reflexo tricipital alterado aponta para C7. A sensibilidade nos dedos acrescenta uma pista, mas o dado mais concordante do caso é o par motor e reflexo da mesma raiz.
Na tabela cervical, C7 é representada por tríceps e flexão do punho, dedo médio e reflexo tricipital. C6, por sua vez, se relaciona a bíceps, extensão do punho, face lateral do antebraço, polegar e indicador, com reflexo braquiorradial (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “O exame neurológico”, tabela 48-1).
O enunciado mistura o segundo e o terceiro dedos. O indicador aparece na referência de C6, enquanto o médio aparece em C7. Isso não torna C6 a melhor resposta, porque tríceps e tricipital fornecem dois achados específicos do conjunto C7. No exame clínico, sinais de diferentes modalidades devem ser confrontados, sem tratar a fronteira de cada território como um desenho rígido capaz de anular os demais achados.
A radiografia degenerativa dá contexto, mas não define sozinha a raiz sintomática. É o exame neurológico descrito que sustenta a localização provável.
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