Quanto aos ependimomas, é correto afirmar:
- A variante mixopapilar é maligna.
- São exclusivamente tumores encefálicos.
- Têm sempre comportamento benigno e bom prognóstico, independente de seu sítio.
- Na fossa posterior, seu prognóstico é melhor que o dos astrocitomas pilocíticos.
- Originam-se de células ependimais que revestem os ventrículos cerebrais e o canal central da medula espinhal.
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Conceito-chave
De onde vêm os ependimomas. São tumores gliais originados das células ependimárias, que revestem os ventrículos cerebrais e o canal central da medula espinhal. Por isso podem surgir em qualquer ponto do sistema ventricular e na medula.
Localização conforme a idade.
| Local | Quem afeta | Observações |
|---|---|---|
| Fossa posterior (IV ventrículo) | Principalmente crianças | Saem pelos forames, envolvem nervos cranianos; prognóstico reservado |
| Supratentorial | Crianças e adultos | Alguns com alterações genéticas de pior prognóstico |
| Medula espinhal (intramedular) | Principalmente adultos | O tumor intramedular mais comum no adulto; ressecção completa costuma curar |
| Cone medular e filo terminal (mixopapilar) | Adultos jovens | Crescimento lento; pode disseminar no líquor |
A classificação atual da OMS (2021). Divide os ependimomas por local e alterações moleculares, e não só pela histologia. O ependimoma mixopapilar, antes grau 1, passou a grau 2, pela possibilidade de recidiva e disseminação, mas não é considerado maligno. O subependimoma é grau 1. Os ependimomas da fossa posterior e supratentoriais são divididos em grupos moleculares com prognósticos diferentes.
Tratamento. Ressecção cirúrgica máxima é o fator mais importante; radioterapia frequentemente complementa nos tumores intracranianos. Nos intramedulares, existe um plano de clivagem entre tumor e medula, o que permite ressecção completa em muitos casos.
Prognóstico. Varia muito com o local, a idade, a extensão da ressecção e o grupo molecular. Em geral, é pior que o do astrocitoma pilocítico, que tem excelente prognóstico após ressecção.
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