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Questão de Outros temas da coluna (R4 Coluna Joinville 2010)

ColunaOutros temas da colunaR4 Coluna Joinville 2010

Quanto aos ependimomas, é correto afirmar:

  1. A variante mixopapilar é maligna.
  2. São exclusivamente tumores encefálicos.
  3. Têm sempre comportamento benigno e bom prognóstico, independente de seu sítio.
  4. Na fossa posterior, seu prognóstico é melhor que o dos astrocitomas pilocíticos.
  5. Originam-se de células ependimais que revestem os ventrículos cerebrais e o canal central da medula espinhal.
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Gabarito: E · Originam-se de células ependimais que revestem os ventrículos cerebrais e o canal central da medula espinhal.

Conceito-chave

De onde vêm os ependimomas. São tumores gliais originados das células ependimárias, que revestem os ventrículos cerebrais e o canal central da medula espinhal. Por isso podem surgir em qualquer ponto do sistema ventricular e na medula.

Localização conforme a idade.

LocalQuem afetaObservações
Fossa posterior (IV ventrículo)Principalmente criançasSaem pelos forames, envolvem nervos cranianos; prognóstico reservado
SupratentorialCrianças e adultosAlguns com alterações genéticas de pior prognóstico
Medula espinhal (intramedular)Principalmente adultosO tumor intramedular mais comum no adulto; ressecção completa costuma curar
Cone medular e filo terminal (mixopapilar)Adultos jovensCrescimento lento; pode disseminar no líquor

A classificação atual da OMS (2021). Divide os ependimomas por local e alterações moleculares, e não só pela histologia. O ependimoma mixopapilar, antes grau 1, passou a grau 2, pela possibilidade de recidiva e disseminação, mas não é considerado maligno. O subependimoma é grau 1. Os ependimomas da fossa posterior e supratentoriais são divididos em grupos moleculares com prognósticos diferentes.

Tratamento. Ressecção cirúrgica máxima é o fator mais importante; radioterapia frequentemente complementa nos tumores intracranianos. Nos intramedulares, existe um plano de clivagem entre tumor e medula, o que permite ressecção completa em muitos casos.

Prognóstico. Varia muito com o local, a idade, a extensão da ressecção e o grupo molecular. Em geral, é pior que o do astrocitoma pilocítico, que tem excelente prognóstico após ressecção.

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