Quando abordamos um tumor da fossa posterior, podemos acessar previamente o ventrículo lateral, com o intuito de aliviar a PIC e facilitar a abertura da duramater, minimizando as lesões corticais. Essa trepanação foi descrita por:
- Keen.
- Dandy.
- Frazier.
- Kocher.
- Cushing.
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Conceito-chave
Por que acessar o ventrículo antes de operar a fossa posterior. Tumores da fossa posterior frequentemente obstruem o IV ventrículo ou o aqueduto e causam hidrocefalia. Com a pressão intracraniana alta, abrir a dura-máter da fossa posterior pode fazer o cerebelo herniar pela abertura, lesando o córtex cerebelar e dificultando a cirurgia. Uma punção ventricular prévia, com drenagem de líquor, reduz a pressão e torna a abertura segura. O cateter pode ser mantido como derivação externa no pós-operatório.
Os pontos clássicos de punção ventricular.
| Ponto | Localização | Corno atingido | Uso |
|---|---|---|---|
| Kocher | Cerca de 11 cm atrás do násio e 3 cm lateral à linha média (frontal) | Frontal | O mais usado em geral |
| Frazier | Cerca de 6 cm acima do ínion e 3 a 4 cm lateral (occipitoparietal) | Occipital | Em cirurgias da fossa posterior, com o paciente em decúbito ventral ou sentado |
| Dandy | Cerca de 3 cm acima e 2 cm lateral ao ínion | Occipital | Alternativa occipital |
| Keen | Cerca de 3 cm acima e 3 cm atrás do pavilhão auricular | Trígono (átrio) | Acesso temporal posterior |
Por que o ponto occipital nas cirurgias da fossa posterior. Com o paciente posicionado de bruços ou sentado para a craniotomia suboccipital, o ponto occipital fica no campo operatório e permite acessar o ventrículo sem reposicionar a cabeça.
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