**Caso 1.** Um paciente de 63 anos é trazido à emergência do hospital com história de perda súbita da consciência com recuperação em seguida. Ao exame, apresentava cefaléia, rigidez de nuca, confusão mental. Tomografia computadorizada de crânio evidenciava presença de sangue no III° e IV° ventrículo, hidrocefalia moderada. Em relação ao caso 1, assinale a alternativa que indica o grau de Fisher na tomografia desse paciente.
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Conceito-chave
A escala de Fisher (1980). Classifica o sangramento na tomografia de pacientes com hemorragia subaracnóidea e foi criada para prever o risco de vasoespasmo sintomático, uma complicação que ocorre entre o 3º e o 14º dia e pode causar isquemia tardia.
| Grau | Achado na tomografia |
|---|---|
| 1 | Sem sangue visível |
| 2 | Sangue difuso ou em camadas finas, menores que 1 mm de espessura |
| 3 | Coágulos localizados ou camadas espessas, de 1 mm ou mais |
| 4 | Hematoma intracerebral ou intraventricular, com ou sem sangue subaracnóideo difuso |
Na escala original, o grau 3 era o de maior risco de vasoespasmo. A escala de Fisher modificada (Claassen e Frontera) reorganizou os graus para dar peso também ao sangue intraventricular, que aumenta o risco, e vai de 0 a 4.
Aplicando ao caso. A tomografia mostra sangue no III e no IV ventrículos e hidrocefalia. A presença de sangue intraventricular coloca o paciente no grau 4 da escala de Fisher original.
Consequências práticas.
- Sangue intraventricular e hidrocefalia podem exigir derivação ventricular externa.
- Todos os pacientes com hemorragia subaracnóidea aneurismática recebem nimodipino para reduzir o risco de isquemia tardia, e são monitorizados com exame neurológico e Doppler transcraniano.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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