Em relação à veia de Trolard (anastomótica superior), assinale a alternativa correta.
- Cruza os lobos temporal, parietal e frontal.
- É sempre dominante em relação à veia de Labbé.
- Nunca é dominante em relação à veia silviana superficial.
- É sempre simétrica à do hemisfério contralateral.
- Comunica a fissura silviana e o seio sagital superior.
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Conceito-chave
As veias superficiais do cérebro. Drenam o córtex e se conectam aos seios venosos da dura-máter. Três veias superficiais se ligam entre si, formando um sistema com grande variação individual:
| Veia | Trajeto | Liga |
|---|---|---|
| Veia cerebral média superficial (silviana) | Ao longo da fissura sylviana | Drena para o seio esfenoparietal ou cavernoso |
| Veia de Trolard (anastomótica superior) | Sobe pela convexidade, geralmente sobre o lobo parietal ou a região frontoparietal | Veia silviana ao seio sagital superior |
| Veia de Labbé (anastomótica inferior) | Desce sobre o lobo temporal | Veia silviana ao seio transverso |
A dominância varia. Em cada hemisfério, uma dessas veias costuma ser maior que as outras, e o padrão muda de pessoa para pessoa e entre os dois lados da mesma pessoa. Por isso, nenhuma é “sempre” dominante e não há simetria obrigatória.
Importância cirúrgica.
- Veia de Labbé: sua lesão durante abordagens temporais ou da base do crânio pode causar infarto venoso do lobo temporal, com edema, hemorragia e afasia, se do lado dominante.
- Veia de Trolard: nas abordagens da convexidade e da fissura inter-hemisférica, sua lesão pode causar infarto venoso do território parietal e frontal.
- O estudo da drenagem venosa na angiografia ou na angiotomografia faz parte do planejamento de cirurgias de tumores e malformações.
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