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Questão de Imagem da coluna (R4 Coluna Joinville 2010)

ColunaImagem da colunaR4 Coluna Joinville 2010

Um paciente de 8 anos inicia ataxia de marcha e incoordenação de instalação insidiosa. Foi realizada tomografia de crânio que mostrou lesão hemisférica cerebelar isodensa que capta de maneira homogênea o contraste e apresenta calcificações e um pequeno cisto. A ressonância nuclear magnética mostra lesão hipointensa em T1 e hiperintensa em T2 com o mesmo padrão de captação do contraste. O paciente foi submetido a tratamento cirúrgico e o laudo histopatológico da lesão revelou áreas compactas de astrócitos bipolares associados a fibras de Rosenthal e áreas de astrócitos frouxamente agregados associados a corpos granulares e microcistos. A descrição deste caso é compatível com o diagnóstico de:

  1. meningioma.
  2. tumor dermoide.
  3. meduloblastoma.
  4. astrocitoma pilocítico.
  5. astrocitoma low grade (grau II da OMS).
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Gabarito: D · astrocitoma pilocítico.

Conceito-chave

Tumores da fossa posterior na criança. Ao contrário dos adultos, em que a maioria dos tumores cerebrais fica acima do tentório, nas crianças boa parte está na fossa posterior. Os três principais são:

TumorLocalizaçãoImagemHistologia
Astrocitoma pilocíticoHemisfério cerebelarCisto com nódulo mural que capta contraste; pode ser sólido com microcistosPadrão bifásico, fibras de Rosenthal, corpos granulares eosinofílicos
MeduloblastomaVermis, teto do IV ventrículoSólido, hiperdenso na tomografia, restrição à difusãoCélulas pequenas, redondas e azuis; rosetas de Homer Wright
EpendimomaAssoalho do IV ventrículo, saindo pelos foramesHeterogêneo, calcificações, “plástico”Pseudorrosetas perivasculares

O astrocitoma pilocítico. É o tumor cerebral mais comum na infância. Benigno (grau 1 da OMS), cresce devagar e causa sintomas insidiosos: ataxia, incoordenação, cefaleia e vômitos por hidrocefalia. Na histologia, tem um padrão bifásico: áreas compactas de astrócitos bipolares, com prolongamentos finos como cabelos (pilocíticos), e fibras de Rosenthal (inclusões eosinofílicas em forma de saca-rolhas), alternando com áreas frouxas, microcísticas, com corpos granulares eosinofílicos. Alterações do gene BRAF são frequentes.

Tratamento e prognóstico. A ressecção completa é curativa na maioria dos casos de localização cerebelar, com sobrevida em longo prazo muito alta. Se houver resíduo, pode-se observar, reoperar ou usar quimioterapia ou terapia-alvo, reservando a radioterapia para situações selecionadas pelos efeitos tardios em crianças.

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