No Espasmo Hemifacial, quando falham os medicamentos e as injeções de toxina botulínica, uma boa opção cirúrgica é a:
- secção do facial ao nível da parótida.
- neurectomia do VII, pós meato acústico.
- alcoolização do VII, pós meato acústico.
- descompressão do V e VIII, com interposição de gel-foam.
- descompressão neuro-vascular do VII na entry-zone, com interposição de feltro de teflon.
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Conceito-chave
O espasmo hemifacial. São contrações involuntárias, intermitentes e indolores dos músculos de um lado da face, geralmente começando ao redor do olho (orbicular) e progredindo para a bochecha e a boca. A causa mais comum é a compressão da raiz do nervo facial (VII) por uma alça vascular, geralmente a artéria cerebelar anteroinferior, a posteroinferior ou a vertebral, na zona de saída da raiz (root exit zone), junto ao tronco cerebral. Nessa região, a mielina é central (feita por oligodendrócitos) e mais frágil, e a pulsação do vaso gera descargas anormais.
Diagnóstico. Clínico, confirmado por ressonância com sequências específicas, que mostra o contato vascular e exclui tumores do ângulo pontocerebelar. A eletroneuromiografia pode mostrar a resposta lateral anormal.
Tratamento.
| Opção | Comentário |
|---|---|
| Toxina botulínica | Primeira linha; repetir a cada 3 a 4 meses |
| Medicações (carbamazepina, gabapentina) | Pouco eficazes |
| Descompressão microvascular (Jannetta) | Tratamento cirúrgico de escolha; cura a maioria dos pacientes |
A descompressão microvascular. Por uma craniectomia retrossigmoide, o cirurgião chega ao ângulo pontocerebelar com microscópio, identifica o vaso que comprime o nervo facial na zona de saída da raiz e o afasta, interpondo um material como feltro de Teflon para mantê-lo afastado. A monitorização da resposta lateral e dos potenciais auditivos ajuda a confirmar a descompressão e proteger a audição. A cura ocorre na maioria dos casos. Os riscos incluem perda auditiva, fraqueza facial e fístula liquórica.
Por que não lesar o nervo. Seccionar ou alcoolizar o facial eliminaria o espasmo à custa de paralisia facial, o que é inaceitável quando há uma cirurgia que trata a causa preservando a função.
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