Quanto ao tratamento e o prognóstico da curva escoliótica, Mehta descreveu em 1972, a diferença do ângulo costovertebral na vértebra apical como um dos fatores de progressão da curva. O alto risco de progressão da curva foi definido quando a diferença entre o ângulo costovertebral da concavidade e da convexidade excede:
- 25o
- 20o
- 15o
- 10o
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Conceito-chave
Diferença do ângulo costovertebral de Mehta (RVAD). Mehta, em 1972, estudou crianças com escoliose idiopática infantil e mostrou que a relação entre as costelas e a vértebra apical prediz se a curva vai regredir ou progredir.
Como medir.
- Na radiografia AP, traça-se uma linha perpendicular à placa terminal da vértebra apical.
- Traça-se uma linha do centro do colo ao centro da cabeça de cada costela que se articula com essa vértebra.
- O ângulo entre cada linha de costela e a perpendicular é o ângulo costovertebral.
- A diferença entre o ângulo do lado côncavo e o do lado convexo é a RVAD.
Interpretação.
- RVAD menor que 20 graus: a maioria das curvas regride espontaneamente.
- RVAD maior que 20 graus: alto risco de progressão (cerca de 80%).
Fase da costela.
- Fase 1: a cabeça da costela convexa não se sobrepõe ao corpo vertebral; usa-se a RVAD.
- Fase 2: a cabeça da costela convexa se sobrepõe ao corpo apical; indica progressão quase certa, independentemente da RVAD.
Tratamento da escoliose infantil progressiva. Gessos seriados de Mehta (sob anestesia), que usam o crescimento como força corretiva; depois coletes e, em casos refratários, técnicas de crescimento (hastes de crescimento, implantes magnéticos).
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