Novas radiografias foram solicitadas. Quanto à flexibilidade das curvas (torácica principal e lombar) de acordo com Lawrence Lenke podemos afirmar que:

- Ambas as curvas são flexíveis
- Ambas as curvas são estruturadas
- A curva lombar é estruturada e a curva torácica é flexível
- A curva torácica é estruturada e a curva lombar é flexível
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Conceito-chave
Curvas estruturais e não estruturais segundo Lenke. As radiografias em inclinação lateral (bending), feitas em decúbito dorsal com o paciente inclinando-se ao máximo para cada lado, mostram quanto cada curva corrige.
Critérios de curva estrutural.
- A curva principal (de maior Cobb) é sempre estrutural.
- As curvas menores são estruturais se, na inclinação lateral, o Cobb permanece 25 graus ou mais.
- Também são estruturais se houver cifose regional de 20 graus ou mais: de T2 a T5 para a torácica proximal; de T10 a L2 para a toracolombar ou lombar.
Como se interpreta.
- Inclinação para o lado da convexidade da curva: avalia sua flexibilidade (a curva tende a corrigir).
- No caso, a curva torácica (convexa à esquerda) é avaliada na inclinação para a esquerda, e a curva lombar (convexa à direita) na inclinação para a direita.
No caso. Na inclinação, a curva torácica permanece com cerca de 46 graus (anotação "46"), muito acima de 25 graus: é estrutural (e, sendo a maior, é a principal). A curva lombar corrige para menos de 25 graus: é flexível (não estrutural), compensatória.
Consequência. Lenke tipo 1 (torácica principal), com artrodese seletiva da curva torácica, preservando a coluna lombar móvel.
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