Dentre as complicações descritas nas correções de listese de alto grau, destaca-se a:
- Lesão do nervo ciático
- Lesão do nervo femural comum
- A lesão da raiz de L5
- Síndrome da cauda equina
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Conceito-chave
Complicações neurológicas na cirurgia da espondilolistese de alto grau. Deslizamentos de grau III a V (ou espondiloptose) apresentam cifose lombossacral importante, estiramento crônico das raízes e estreitamento do canal no nível do degrau. A cirurgia, sobretudo quando há redução, pode lesar as estruturas neurais.
Lesão da raiz de L5.
- É a complicação neurológica mais frequentemente relatada nas reduções.
- Petraco e colaboradores mostraram que a maior parte do estiramento de L5 ocorre na segunda metade da redução (cerca de 71% do estiramento ocorre nos 50% finais da correção).
- Manifesta-se com fraqueza da dorsiflexão do tornozelo e do hálux; muitas vezes é transitória.
- Estratégias: redução parcial, descompressão ampla das raízes, monitorização neurofisiológica e encurtamento da coluna em casos selecionados.
Síndrome da cauda equina.
- Complicação grave, com disfunção vesical, intestinal e sexual e déficit motor bilateral.
- Foi descrita por Schoenecker e colaboradores mesmo após artrodese in situ (sem redução), atribuída à piora da cifose lombossacral e à compressão das raízes sacrais na borda posterossuperior do sacro.
- Exige reconhecimento e descompressão imediata.
Outras complicações. Pseudoartrose, perda da redução, falha do material, progressão do deslizamento, lesão dural.
| Complicação | Característica |
|---|---|
| Lesão de L5 | Mais frequente na redução; geralmente transitória |
| Cauda equina | Grave; pode ocorrer até sem redução |
| Pseudoartrose | Mais comum sem instrumentação |
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