**Caso da questão 21:** Paciente de 31 anos vítima de acidente automobilístico (colisão frontal) há cerca de 1 dia, chega ao pronto-socorro com queixa de dor lombar importante, deambulando, consciente e orientado. Ao exame físico apresenta dor à palpação e à punho percussão da transição toracolombar. PA = 120 x 80 mmHg, FC = 70 bpm, FR = 16 irpm, SatO2 = 99% em ar ambiente. Sem outras alterações e sem comorbidades. ASIA = E. De acordo com White e Panjabi trata-se de uma fratura: De acordo com a AO, podemos classificá-la em:
- A2
- A3
- B2
- A4
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Classificação AO Spine das fraturas toracolombares. Divide as lesões em três tipos pela morfologia, com subtipos, além de modificadores neurológicos e clínicos.
Tipo A: compressão (banda de tensão posterior íntegra).
| Subtipo | Descrição |
|---|---|
| A0 | Fraturas menores (processo transverso, espinhoso) |
| A1 | Compressão em cunha de uma placa terminal, sem acometer a parede posterior |
| A2 | Fratura em pinça (split), traço coronal envolvendo as duas placas, sem parede posterior |
| A3 | Explosão incompleta: uma placa terminal + parede posterior |
| A4 | Explosão completa: as duas placas terminais + parede posterior |
Tipo B: falha da banda de tensão. B1 (lesão óssea posterior transóssea, fratura de Chance), B2 (lesão ligamentar posterior), B3 (falha da banda de tensão anterior, hiperextensão).
Tipo C: translação ou deslocamento em qualquer direção.
Modificadores. Neurológico (N0 a N4, NX) e clínicos (M1 lesão indeterminada do complexo ligamentar posterior; M2 comorbidade relevante, como espondilite anquilosante).
No caso. A tomografia mostra fratura do corpo vertebral acometendo a placa terminal superior e a parede posterior, com fragmento no canal, mas com a placa inferior preservada e sem lesão posterior: A3.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo