**Caso da questão 11:** Paciente de 43 anos, sexo masculino, vem ao ambulatório de pareceres do HRL, encaminhado do Hospital Regional de Santa Maria, para consulta médica queixando-se de lombalgia há cerca de 2 anos, de moderada intensidade, sem irradiações, associada a perda ponderal de 8kg no período. Refere que há cerca de 1 mês não consegue deambular devido a dor intensa na região lombar. Nega febre. Realizou o exame de imagem que revelou as seguintes alterações: Considerando os achados da ressonância magnética, o diagnóstico mais provável para o caso é:


- Espondilodiscite fúngica
- Espondilodiscite tuberculosa
- Espondilodiscite por Staphilococcus aureus
- Lesão mestastática de sítio primário indefinido Área livre PROVA APLICADA
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Conceito-chave
Diagnóstico diferencial das infecções e lesões vertebrais pela ressonância. O padrão de imagem, somado ao quadro clínico, orienta fortemente o diagnóstico.
| Característica | Tuberculosa (Pott) | Piogênica (S. aureus) | Metástase |
|---|---|---|---|
| Curso | Crônico (meses a anos) | Agudo (dias a semanas) | Variável |
| Febre | Baixa ou ausente | Frequente, alta | Ausente |
| Disco | Relativamente preservado no início | Destruído precocemente | Preservado |
| Abscessos | Grandes, paravertebrais, de parede fina e lisa; psoas | Menores, parede espessa e irregular | Massa sólida |
| Disseminação | Subligamentar, vários níveis, lesões salteadas | Um segmento (disco e duas vértebras) | Múltiplas vértebras, pedículos |
| Elementos posteriores | Podem ser acometidos | Raramente | Pedículo frequentemente acometido |
O caso. Homem de 43 anos com lombalgia há 2 anos, emagrecimento de 8 kg, sem febre, com abscesso epidural anterior e abscessos do psoas. O curso crônico, a ausência de febre e os abscessos frios volumosos são característicos da espondilodiscite tuberculosa. No Brasil, país com alta incidência de tuberculose, essa hipótese deve ser sempre considerada.
Confirmação. Biópsia com histopatologia (granuloma caseoso), cultura para micobactérias e teste rápido molecular.
Tratamento. Esquema RIPE (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) por tempo prolongado (geralmente 12 meses na forma osteoarticular, conforme o Ministério da Saúde), com cirurgia em casos de déficit neurológico, instabilidade, deformidade ou abscessos grandes.
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