**Caso da questão 11:** Paciente de 43 anos, sexo masculino, vem ao ambulatório de pareceres do HRL, encaminhado do Hospital Regional de Santa Maria, para consulta médica queixando-se de lombalgia há cerca de 2 anos, de moderada intensidade, sem irradiações, associada a perda ponderal de 8kg no período. Refere que há cerca de 1 mês não consegue deambular devido a dor intensa na região lombar. Nega febre. Realizou o exame de imagem que revelou as seguintes alterações: Neste momento, a melhor conduta para o caso é:
- Encaminhar o paciente à oncologia clínica
- Prescrever antibioticoterapia parenteral após coleta de hemoculturas.
- Solicitar biópsia óssea da lesão vertebral, cultura e exame histopatológico do fragmento ósseo vertebral e teste rápido molecular.
- Indicar a descompressão e artrodese lombar com coleta de fragmento para exame histopatológico, cultura e teste rápido molecular.
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Conceito-chave
Diagnóstico etiológico da espondilodiscite. Antes de iniciar o tratamento, é essencial identificar o agente, porque as opções são muito diferentes: tuberculose (esquema de 9 a 12 meses), bactérias piogênicas (antibiótico dirigido por 6 semanas ou mais), fungos ou tumor.
Biópsia vertebral.
- Preferencialmente percutânea guiada por tomografia (ou fluoroscopia), com baixo risco.
- O material é enviado para:
- Histopatologia: granuloma com necrose caseosa (tuberculose), infiltrado neutrofílico (piogênica), células neoplásicas.
- Cultura para bactérias, micobactérias e fungos.
- Teste rápido molecular para tuberculose (TRM-TB, Xpert MTB/RIF): detecta o DNA do Mycobacterium tuberculosis em cerca de 2 horas e informa resistência à rifampicina.
- Baciloscopia (pesquisa de bacilo álcool-ácido resistente).
- Hemoculturas também devem ser colhidas, sobretudo na suspeita piogênica.
Quando operar logo. A cirurgia (descompressão, desbridamento, estabilização) é indicada em déficit neurológico progressivo, instabilidade, deformidade importante, abscessos que não respondem ou falha diagnóstica. Na ausência dessas condições, a biópsia percutânea deve vir antes.
Evitar antibiótico empírico em paciente estável antes da biópsia, porque reduz a chance de identificar o germe.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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