**Caso da questão 1:** Paciente de 52 anos, vítima de acidente automobilístico (capotamento), deu entrada no pronto socorro após cerca de 90 minutos do acidente. Foi resgatado pelo CBMDF e apresentava-se entubado com lesão corto-contusa suturada na fronte, deformidade e ferimento no membro inferior direito. PA = 90 x 60 mmHg e FC = 54 bpm, FR = 20 irpm e SatO2 de 92%. Extremidades com perfusão preservada. Neste momento a melhor solução a ser infundida no paciente é o: Após a estabilização hemodinâmica foi realizado este exame que mostra as imagens abaixo. O segmento vertebral acometido é:

- T1-T2
- T3-T4
- T5-T6
- T6-T7
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Conceito-chave
Identificação do nível na tomografia da coluna torácica. A imagem mostra cortes sagital, axial e coronal de uma tomografia com lesão grave da coluna torácica alta: perda do alinhamento vertebral, com translação (fratura-luxação), padrão típico de trauma de alta energia como o capotamento.
Como contar os níveis com segurança.
- Do topo para baixo: identificar C2 (dente), seguir até C7 (processo espinhoso longo) e T1 (primeira vértebra com costela e processo transverso voltado para cima).
- Pelas costelas no corte coronal: cada vértebra torácica se articula com uma costela; contar as costelas a partir da primeira.
- De baixo para cima: a partir do sacro e de L5, com atenção a variações (vértebras de transição, costelas lombares).
- Usar a carina (geralmente na altura de T4-T5) e o arco aórtico (próximo de T4) como referências aproximadas.
Gravidade da lesão torácica alta. A coluna torácica é protegida pela caixa torácica e pelo esterno; uma fratura-luxação nesse nível indica energia muito alta e frequentemente lesão medular completa, porque o canal torácico é estreito. Associa-se a lesões torácicas (contusão pulmonar, fraturas de costelas e esterno, lesão de grandes vasos).
Relação com o caso clínico. Uma lesão medular em T3-T4 explica o choque neurogênico (acima de T6) com bradicardia e hipotensão.
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