Um adolescente de 13 anos de idade, com queixa de dor lombar, apresenta exacerbação ao praticar esporte e refere melhora com o repouso. Após avaliação clínica e radiográfica, o diagnóstico foi de espondilolistese L4/L5, grau III de Meyerding. O deslizamento observado foi de:
- 20%;
- 40%;
- 60%.
- 80%;
- 99%.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Classificação de Meyerding da espondilolistese. Mede a translação anterior da vértebra superior sobre a inferior, em porcentagem do comprimento da placa terminal da vértebra de baixo, na radiografia em perfil em pé.
Como medir. Divide-se a placa superior da vértebra inferior em quatro partes iguais e observa-se onde fica a borda posterior da vértebra que escorregou.
| Grau | Deslizamento |
|---|---|
| I | Até 25% |
| II | 25% a 50% |
| III | 50% a 75% |
| IV | 75% a 100% |
| V (espondiloptose) | Acima de 100%: a vértebra caiu à frente da inferior |
Baixo grau e alto grau. Graus I e II são de baixo grau; graus III a V, de alto grau. A distinção muda o tratamento: alto grau em paciente imaturo, sobretudo sintomático, costuma ser cirúrgico.
Outras medidas. O ângulo de escorregamento (cifose lombossacral) e os parâmetros pélvicos (incidência pélvica, inclinação sacral) complementam a avaliação do risco de progressão.
O caso. Grau III corresponde a deslizamento entre 50% e 75%; entre as alternativas, o valor compatível é 60%. Vale notar que, no adolescente, o deslizamento é muito mais comum em L5-S1; em L4-L5, deve-se considerar outras causas.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo