A fratura de C2 do processo odontoide pode causar grande instabilidade e deve ser avaliada com radiografias transorais e tomografia computadorizada. Há casos em que o tratamento deve ser cirúrgico. Segundo Anderson e D’Alonzo, a osteossíntese do processo odontoide com parafuso canulado é sempre indicada, no tipo II, quando existe:
- fragmentação da base;
- fratura instável do atlas;
- traço oblíquo que se estende de anteroinferior para posterossuperior;
- traço oblíquo que se estende de anteroinferior para posteroinferior;
- traço oblíquo que se estende de anteroinferior para posterolateral.
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Conceito-chave
O ENARE de 2025 repetiu quase palavra por palavra uma pergunta do TARO 2011 sobre o parafuso do odontoide, mas registrou como correta a orientação de traço oposta à do livro. Para entender o conflito, vale olhar a mecânica.
O que o parafuso faz. No Rockwood and Green (10ª ed., cap. 48), o parafuso anterior do odontoide faz só compressão axial ao longo do seu trajeto. Ele estabiliza o traço transverso e o oblíquo de anterossuperior para posteroinferior, que ficam quase perpendiculares a ele. No traço de anteroinferior para posterossuperior, paralelo ao parafuso, a compressão faz o fragmento escorregar e aumenta o desvio: é contraindicação.
Quem descreve a orientação. A classificação de ANDERSON e D'ALONZO só separa ponta, cintura e corpo; é a subclassificação de GRAUER que divide o tipo II pela orientação do traço: IIa transverso, IIb de anterossuperior para posteroinferior (o ideal para o parafuso), IIc de anteroinferior para posterossuperior ou cominutivo.
As outras condições. Redução quase anatômica, trajetória possível (o tórax em barril e a cifose cervical podem impedir) e osso que segure o parafuso; acima de 65 anos é contraindicação relativa.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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