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Questão de Imagem da coluna (ENARE R4 Ortopedia 2025)

ColunaImagem da colunaENARE R4 Ortopedia 2025

Em um adolescente praticante de atividades físicas, após episódios de lombalgia, observou-se radiograficamente, a presença de espondilolistese L5-S1. Nesse caso, existe maior risco de desenvolvimento de déficit neurológico e progressão de deformidade, segundo Wiltse-Newman, no tipo:

  1. I;
  2. II;
  3. III;
  4. IV;
  5. V.
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Gabarito: A · I;

Conceito-chave

Espondilolistese displásica (Wiltse I) e o risco neurológico. Nas formas de espondilolistese do adolescente, a displásica e a ístmica são as mais comuns em L5-S1, mas se comportam de forma diferente.

Displásica (tipo I).

  • Malformação congênita das facetas de L5-S1 (orientação sagital, hipoplasia) e muitas vezes espinha bífida de S1.
  • O arco posterior está íntegro: quando L5 desliza para frente, leva junto o arco, que estreita o canal e comprime as raízes sacrais e a cauda equina, mesmo com deslizamentos moderados.
  • Maior risco de déficit neurológico (inclusive síndrome da cauda equina) e de progressão para alto grau e espondiloptose, sobretudo durante o estirão.
  • Frequentemente com isquiotibiais muito tensos e alterações de marcha.

Ístmica (tipo II).

  • Defeito da pars interarticularis: o arco posterior fica para trás, e o canal até se alarga no nível do deslizamento.
  • Déficit neurológico menos frequente e mais tardio (radiculopatia L5 pelo tecido fibroso do defeito).
  • Mais comum em atletas (fratura por estresse).

Tipos III a V. Degenerativa (adultos acima de 50 anos), traumática e patológica; raramente afetam adolescentes.

TipoArco posteriorRisco neurológico
I displásicaÍntegro, desliza juntoAlto
II ístmicaSeparado pelo defeitoMenor

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