Na espondilolistese traumática do áxis (fratura de HANGMAN), o tipo II de LEVINE e EDWARDS deve ser tratado com haloveste (halocolete), estando contra-indicada a tração cervical.
- Certo
- Errado
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O enunciado junta uma conduta possível para o tipo II do enforcado, o halo-colete, com uma contraindicação que pertence a outro subtipo. No tipo II, a tração pode fazer parte da redução; a contraindicação é do IIa. Por isso a afirmação inteira é errada.
O tipo II de Levine e Edwards apresenta angulação e translação, com lesão importante do disco C2–C3. O resumo descreve redução com tração e manutenção no halo. Já o IIa tem angulação acentuada e pouca translação, em mecanismo de flexão, e a tração pode piorar a deformidade. Sua redução é feita por extensão e compressão no halo (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “Levine e Edwards” e “O tratamento por tipo”).
O sufixo muda a manobra. Saber que ambos podem usar halo não autoriza realizar a mesma redução. O dispositivo de manutenção e a força aplicada para reduzir são decisões diferentes, e é essa troca que torna o item falso.
No tipo III há luxação facetária C2–C3 e a descrição passa para redução aberta e artrodese. Não se deve estender o tratamento de um tipo para toda fratura da pars de C2.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo