Nos traumatismos da coluna, o paciente em choque medular deve ser avaliado nas primeiras 24 horas após a lesão, para uma melhor previsão de sua recuperação funcional.
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Conceito-chave
Choque medular. Após lesão aguda da medula, pode ocorrer perda transitória de reflexos e flacidez abaixo do nível da lesão. Nesse período, a ausência de respostas não demonstra, sozinha, destruição anatômica completa da medula. A recuperação dos reflexos ocorre em sequência variável e pode levar mais do que 24 horas.
Avaliar cedo, mas repetir. O exame neurológico deve ser feito na apresentação e documentado com força, sensibilidade e função sacral, sem aguardar um dia para iniciar cuidados. Para prognóstico funcional, porém, é essencial reexaminar após a fase aguda e observar a evolução: sedação, choque sistêmico e choque medular podem dificultar a classificação inicial.
O que informa o prognóstico. Nível e completude da lesão, preservação sacral, melhora motora e achados de imagem são mais úteis que uma avaliação isolada nas primeiras 24 horas. A volta de um reflexo, como o bulbocavernoso, ajuda a interpretar a fase fisiológica, mas não deve ser tratada como relógio infalível ou previsão independente de marcha.
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