Na escoliose idiopática do adolescente com curva torácica de 25 graus e sinal de RISSER III, a possibilidade de progressão é superior a 60%.
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Conceito-chave
Dois determinantes do risco. Na escoliose idiopática do adolescente, a chance de progressão aumenta com a magnitude da curva e com o crescimento que ainda resta. O sinal de Risser estima maturidade pela ossificação da apófise ilíaca: Risser 0 ou I sugere mais crescimento restante do que Risser III.
Números da história natural. Em séries de curvas entre 20 e 29 graus, a progressão ocorreu em torno de 68% quando Risser era 0 ou I, mas em torno de 23% para Risser II a IV. Assim, 25 graus com Risser III não justificam afirmar risco superior a 60% apenas com esses dados. Idade, menarca e progressão já observada refinam a estimativa individual.
Implicação terapêutica. Acompanhamento é necessário; colete pode ser discutido conforme crescimento residual e evolução, sobretudo se a curva demonstrar aumento. O limiar de cirurgia é muito maior e não decorre de uma curva isolada de 25 graus. A banca aproxima um risco típico de maior imaturidade esquelética de uma pessoa já em Risser III.
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