Na escoliose secundária à mielomeningocele em crianças entre cinco e dez anos, o tratamento preferencial é conservador com uso de colete tipo TLSO.
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Conceito-chave
Escoliose neuromuscular. Na mielomeningocele, fraqueza e desequilíbrio muscular, alteração de sensibilidade e malformações associadas favorecem deformidade da coluna e obliquidade pélvica. O problema afeta posicionamento sentado, cuidados com a pele e, em alguns casos, marcha e função respiratória.
O papel do TLSO. A órtese toracolombossacra pode oferecer suporte e melhorar a postura numa curva ainda flexível, sobretudo enquanto se acompanha o crescimento. Sua capacidade de deter a progressão é limitada na escoliose neuromuscular. A pele insensível exige inspeção cuidadosa para evitar lesões por pressão; adaptar a cadeira de rodas também pode ser importante.
Decisão individual. O tratamento não se define apenas pela faixa etária. Magnitude e flexibilidade da curva, progressão, obliquidade pélvica, equilíbrio ao sentar, pele e condições neurológicas determinam observação, tentativa de órtese ou cirurgia. Deformidade grave, progressiva e com prejuízo funcional pode levar à estabilização, embora a cirurgia tenha riscos relevantes nesse grupo.
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