Na espondilolistese assintomática, grau III de MEYERDING, em criança com dez anos de idade, a conduta mais adequada é a
- observação.
- fisioterapia.
- órtese TLS.
- artrodese.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Espondilolistese de alto grau na criança. O deslizamento de alto grau (Meyerding III ou mais, acima de 50%) em crianças e adolescentes tem comportamento muito diferente do baixo grau.
Risco de progressão. É maior quando:
- A criança é jovem e tem muito crescimento pela frente (antes do estirão).
- O deslizamento é acima de 50%.
- O ângulo de escorregamento (cifose lombossacral) é alto.
- Há displasia lombossacral (L5 trapezoidal, sacro arredondado, forma displásica).
- Sexo feminino.
Indicações de artrodese na criança.
- Deslizamento acima de 50%, mesmo assintomático, em paciente esqueleticamente imaturo.
- Progressão documentada do deslizamento.
- Dor persistente apesar de tratamento conservador.
- Déficit neurológico.
Por que operar mesmo sem sintomas. Deslizamentos de alto grau na criança tendem a progredir durante o crescimento, podendo chegar à espondiloptose, com deformidade grave (Phalen-Dickson), dor e risco neurológico (cauda equina). A artrodese precoce é mais simples e segura que a correção de uma deformidade grave estabelecida.
Técnicas. Artrodese posterolateral in situ de L4 a S1 (para incluir o segmento deslizado com boa área de fusão), com ou sem instrumentação; em casos selecionados, redução parcial e fusão intersomática. A redução aumenta o risco de lesão de L5.
Baixo grau na criança. Deslizamentos abaixo de 50% assintomáticos são observados com radiografias periódicas até o fim do crescimento.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo