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Questão de Espondilólise e espondilolistese (TARO 2009)

ColunaEspondilólise e espondilolisteseTARO 2009

Na espondilolistese assintomática, grau III de MEYERDING, em criança com dez anos de idade, a conduta mais adequada é a

  1. observação.
  2. fisioterapia.
  3. órtese TLS.
  4. artrodese.
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Gabarito: –

Conceito-chave

Espondilolistese de alto grau na criança. O deslizamento de alto grau (Meyerding III ou mais, acima de 50%) em crianças e adolescentes tem comportamento muito diferente do baixo grau.

Risco de progressão. É maior quando:

  • A criança é jovem e tem muito crescimento pela frente (antes do estirão).
  • O deslizamento é acima de 50%.
  • O ângulo de escorregamento (cifose lombossacral) é alto.
  • Há displasia lombossacral (L5 trapezoidal, sacro arredondado, forma displásica).
  • Sexo feminino.

Indicações de artrodese na criança.

  • Deslizamento acima de 50%, mesmo assintomático, em paciente esqueleticamente imaturo.
  • Progressão documentada do deslizamento.
  • Dor persistente apesar de tratamento conservador.
  • Déficit neurológico.

Por que operar mesmo sem sintomas. Deslizamentos de alto grau na criança tendem a progredir durante o crescimento, podendo chegar à espondiloptose, com deformidade grave (Phalen-Dickson), dor e risco neurológico (cauda equina). A artrodese precoce é mais simples e segura que a correção de uma deformidade grave estabelecida.

Técnicas. Artrodese posterolateral in situ de L4 a S1 (para incluir o segmento deslizado com boa área de fusão), com ou sem instrumentação; em casos selecionados, redução parcial e fusão intersomática. A redução aumenta o risco de lesão de L5.

Baixo grau na criança. Deslizamentos abaixo de 50% assintomáticos são observados com radiografias periódicas até o fim do crescimento.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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